A importância da atividade física

A prática de atividade física e um alimentação saudável, são essenciais para prevenir a dornça e promover a saúde.

As crianças devem criar hábitos de prática desportiva e reduzir as horas que passam sentados em frente do televisor, ou a jogar computador, mas antes de mais, de nada serve motivá-los para se mexerem, se os adultos que o rodeiam não dão o exemplo incorporando nas atividades diárias a atividade física. Não é necessário deslocar-se aos ginásios, bastará realizar um passeio ao ar livre, optar por subir as escadas em vez de tomar o elevador-desde que a saúde o permita, sair do autocarro na paragem anterior e caminhar um pouco, deixar o carro no parque de estacionamento do supermercado um pouco mais longe, etc. Pequenas atividades que ao longo do dia somam movimentos e combatem uma vida sedentária.

A atividade física, segundo alguns especialistas, melhora a saúde física e mental, assim como diminui os riscos de obesidade e as consequências a ela associadas.

 

Fonte: Galich, Gretel Cabrera (coord.), 2007 - Avós cuidadores e sua influência na criação de hábitos saudáveis, Confederación de consumidores y usuários. (adaptação nossa)

Move-te!!

O nosso corpo está desenhado para se mover, pelo que um estilo de vida sedentário é perigoso para a saúde. A falta de atividade física está associada a um aumento do risco de sofrer de doenças como a hipertensão arterial, aumento do colesterol no sangue, diabetes mellitus tipo 2, etc.

A atividade física diária inclui a efetuada durante o trabalho (ocupacional) e a que se realiza no tempo livre (de ócio). Tem em conta os dois tipos e tenta aumentar o tempo despendido na prática de cada uma delas.

Há que prestar atenção não só à quantidade de atividade física (duração total), como à intensidade e frequência da mesma. Move-te entre 30 e 60 minutos por dia, todos os dias, a uma intensidade moderada. É fácil consegui-lo, baste levar uma vida mais ativa: se podes desloca-te até à escola a pé ou de bicicleta, dá pequenos passeios em alguns momentos do dia, evita utilizar o carro para percorrer pequenas distâncias, sobe as escadas e não utilizes o elevador…

Tipos de atividade física segundo o nível de esforço ou intensidade da atividade:

                Muito ligeira – Apenas notas o esforço, não há cansaço.

                Ligeira – Começas a sentir o esforço. A respiração torna-se mais intensa.

                Moderada – A respiração acelera. Há transpiração.

                Alta – Falta-se a respiração. A transpiração é intensa.

Fazer exercício e praticar algum desporto constituem uma oportunidade magnífica para te divertires e cuidar da tua saúde (física, psíquica e social), ao mesmo tempo.

Os exercícios dinâmicos (como caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta) realizados a uma intensidade moderada são altamente recomendados. Com eles melhoras a eficácia do coração e dos pulmões, ajudam-te a controlar o peso corporal, a tensão arterial, os níveis de glucose e colesterol no sangue, regulam o trânsito intestinal, combatem o stresse, libertam tensões, aumentam a autoestima…Há que praticar este tipo de atividade física de forma regular, no mínimo três vezes por semana. Se mais, melhor.

Uns músculos fortes e flexíveis fortalecem os ossos, melhoram o movimento e o equilíbrio, reduzem o risco de lesões e o risco de quedas e favorecem a realização das tarefas do dia-a-dia, ajudam a insulina a trabalhar melhor pelo que contribuem para a prevenção do aparecimento da diabetes. Há que manter a musculatura em bom estado exercitando-a duas a três vezes por semana, durante uns vinte minutos.

Escolhe o exercício ou pratica o desporto que melhor se adapte ao teu estilo de vida e ao teu gosto, evita a monotonia e começa e finaliza cada sessão de treino de forma progressiva. Fazer exercício trás muitos benefícios para a saúde, tanto físicos como psíquicos: transforma-o num hábito de vida diária.

 

Calañas, Alfonso et al, (s/d): Come de forma saudável e move-te: 12 decisões saudáveis, Estrategia NAOS

Exercício físico faz melhorar resultados a matemática

As crianças com excesso de peso têm melhores desempenhos a matemática se praticarem exercício físico. É a conclusão de um estudo que envolveu 171 crianças, com idades entre os 7 e os 11 anos. Nenhuma praticava exercício físico antes do início da investigação.
Depois de um estudo recente ter alertado os pais para a influência da alimentação no QI, fica agora provada a relação entre a prática de exercício e o desempenho escolar. Segundo os autores do estudo, ficou demonstrado que a boa forma física é determinante para a boa forma mental e que a prática de exercício deve fazer parte, diariamente, da rotina escolar. Só assim as crianças poderão atingir todo o seu potencial a nível cognitivo.
Para além da análises dos resultados escolares, foram usadas técnicas de ressonância magnética para avaliar a actividade cerebral das crianças. No grupo de crianças que começou a praticar regularmente exercício notou-se um aumento da atividade cerebral no cortex pré-frontal, zona envolvida no pensamento complexo, na tomada de decisões e no comportamento social adequado. Estas crianças reveleram mais rapidez na aquisição de competências cognitivas nomeadamente na disciplina de matemática. Nesta área, as melhorias foram muito significativas. Já na leitura, não houve registo de grandes alterações.
Os investigadores da Universidade de Ciências da Saúde da Georgia sublinham ainda que quanto mais tempo dura o exercício, melhores são os resultados. Os níveis alcançados nos testes de inteligência melhoraram 3,8 pontos no grupo de crianças que passou a praticar 40 minutos de exercício por dia, e manteve esse ritmo durante três meses. No grupo de crianças que passou a praticar apenas 20 minutos de exercício por dia, os resultados melhoraram, mas apenas ligeiramente.
O plano de exercícios seguido é considerado vigoroso, tendo incluído actividades que exigem corrida, cordas de saltar e hula-hoops. Os investigadores consideram que é o movimento corporal, mais do que as mudanças a nível cardiovascular, que está na origem dos melhores resultados a nível de desempenho cognitivo. É possível que atividades físicas intensas promovam o desenvolvimento de sistemas cerebrais que estão na base do desenvolvimento cognitivo e comportamental. É de esperar portanto que os resultados deste estudo se apliquem também a crianças sedentárias, com peso normal.

iolonline de 21/02/2011

O impacto da actividade física na redução da obesidade infantil

Uma vez que a obesidade infantil é já considerada uma das epidemias do Séc. XXI e a atividade física contribui, em larga medida, para a sua prevenção.

 

A Dra. Ana Rito apresenta-nos as suas principais vantagens, delineando um plano adequado a várias faixas etárias. Esta foi a melhor forma que a Bebé Saúde encontrou de comemorar o Dia Mundial da Saúde. Celebre connosco e ponha os seus filhos a fazer exercício, não só no dia 7 de Abril, como em mais dias do restante ano. Mexam-se, pela vossa saúde!

A compreensão do fenómeno da obesidade infantil é fundamental e complexa, já que interagem neste processo inúmeros fatores desde genéticos a ambientais, mas seguramente existem dois fatores muito importantes que estão na base do crescimento da obesidade infantil em Portugal.

Por um lado, a mudança nos hábitos alimentares com a perda dos valores tradicionais da alimentação mediterrânica, o que se reflece diretamente nos comportamentos alimentares das crianças (menor consumo de sopa, frutos, hortaliças e legumes e menos cereais completos) e a opção por produtos de reduzido valor nutricional mas de elevada densidade energética. Por outro lado, os portugueses são de todos os povos da União Europeia aquele que apresenta maior nível de inatividade física entre os adultos (60%)1.

 

Importância da atividade física

É uma componente indispensável no crescimento e desenvolvimento infantil. A sua prática traz efeitos benéficos, não apenas para a manutenção do peso corporal mas, também, para a pressão sanguínea e resistência óssea 2,3. Crianças ativas desenvolvem músculos e ossos mais fortes e têm menor risco de desenvolver problemas de saúde tais como Diabetes tipo II, Hipertensão Arterial e outras complicações patológicas na idade adulta, para além de as ajudar a manter um humor estável e a dormir melhor.

Para além disto, crianças ativas tendem a manter-se assim durante a adolescência e a fase adulta. O nível de atividade física também é importante, assegurando três critérios para um exercício saudável: força, resistência e flexibilidade2.

 

Televisão e videojogos atraem as crianças para o sedentarismo

O ambiente em que a criança se desenvolve é decisivo para a prática de atividade física, quer ao nível da comunidade e dos espaços onde convivem, quer no meio escolar e sobretudo no meio familiar, já que sabemos que pais pouco activos têm maiores probabilidades que os seus filhos sejam igualmente crianças com baixo nível de actividade física.

É de referenciar que, num estudo realizado com 400 crianças em idade pré-escolar, verificámos que cerca de 60% das crianças não praticava exercício físico e as que praticavam faziam-no em média 1,5h por semana. Já em relação a atividades sedentárias, em média, estas crianças despendiam 11,18 horas por semana a ver TV e 1,73 horas a jogar videojogos 4.

De uma maneira geral, as crianças precisam de 30 minutos diários de atividade física estruturada, moderada a vigorosa, pelo menos, três dias por semana e de 60 minutos, ou mais, de brincadeiras (atividade aeróbia), todos os dias. Considerando que as crianças têm diferentes estádios de crescimento e desenvolvimento, as recomendações orientam para diferentes tipos de atividade consoante a idade5.

 

Bibliografia:

1.IEFS, A Pan EU Survey on consumer attitudes to physical activity, body weight and health. Published by the European Commission (1999).

2.Disponível em URL:

http://www.cdc.gov/physicalactivity/everyone/guidelines/children.html

3.Disponível em URL: http://www.smartspot.com/beactive

4.Rito A:“O papel da Actividade Física na Obesidade Infantil”: Comunicação no 2º colóquio de Nutrição “Escola, Alimentação e meio ambiente”. Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Maio 2008.

5.Disponível em URL: http://www.getkidsinaction.org/exercise/

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/bebe_saude/


Que actividade física para as crianças?

Atividade física para crianças dos 2 aos 3 anos de idade:

Nesta fase as crianças desenvolvem as suas capacidades motoras, tais como correr e lançar. Com esta idade, as crianças podem beneficiar de 1:30h de atividade física diária. Necessitam de, pelo menos, 60 minutos de atividade física não estruturada, como brincar no parque, assim como 30 minutos de exercício estruturado.

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/bebe_saude/

Atividade física para crianças dos 4 aos 5 anos:

Nesta fase, as crianças já desenvolveram as suas capacidades motoras, o suficiente, para controlar simples acções e aumentar o seu desempenho físico. Apesar de 1 hora ser o mínimo de atividade física requerida para estas idades, cerca de 2 horas de atividade física torna-se mais benéfico.

O exercício deve ser dividido em 1 hora de atividade física estruturada ou planeada e 1 hora de atividade não estruturada, decidida pela criança. Nesta fase, as crianças podem brincar à apanhada ou praticar ginástica, aprender a nadar ou andar de bicicleta.

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/bebe_saude/

Atividade física para crianças dos 6 aos 12 anos:

Nestas idades, as crianças começam a conseguir envolver-se mais nas decisões que tomam, no que toca à prática de exercício físico e estão aptas a participar em desportos de equipa.

Nesta fase, o mínimo de exercício físico requerido são 60 minutos diários. A criança passa a desenvolver uma rotina de atividades, praticando desportos de equipa algumas vezes por semana, assim como atividades que pode praticar regularmente em casa. As crianças podem envolver-se em atividades como o yoga, escalada ou num ginásio com exercícios próprios para crianças.

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/bebe_saude/

Atividade física para crianças dos 13 aos 18 anos:

Esta poderá ser a altura ideal para a manter a prática diária de acividade física, pois à medida que ficam mais velhas, a quantidade de exercício físico que as pessoas praticam diminui. Para além de a prática de atividade física trazer benefícios para a saúde, como o controlo de peso, ajuda a melhorar a auto-estima e a auto-imagem.

Continuam a ser recomendados 60 minutos diários de exercício físico e nestas idades, os desportos de equipa são uma excelente opção. No entanto é importante deixar as crianças escolher a atividade que querem praticar, podendo fazê-lo juntamente com amigos.

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/bebe_saude/

 

Atividade física lúdica e obesidade infantil

  Para que uma criança se sinta motivada a realizar uma atividade física, esta deverá fundamentalmente provocar sensações de prazer. Trombetta e Col (2002) dizem que um programa de treino físico deve basear-se em exercícios aeróbios, cíclicos e contínuos, que envolvam grandes grupos musculares, tais como caminhadas, ciclismo, natação, entre outros. Dessa forma, o papel do professor (Pai) será transformar estas atividades essenciais para perda de peso, em exercícios alegres e agradáveis de serem executados.

Será que é possível executar uma caminhada lúdica? Será que se pode induzir uma criança a dar cinco voltas a uma pista, “pois só assim ela salvará a princesa aprisionada”? Se o adulto conseguir conduzir as tarefas para o universo simbólico da criança, todas as atividades físicas serão possíveis de serem executadas com satisfação.

          Segundo Viuniski (2000) a atividade física deve ser agradável  e continuada, evitando a execução de exercícios muito rigorosos.

É importante ressalvar, mais uma vez, que motivar a criança a sair da inércia é primordial. Com isso, não se pode dizer que caminhar por uma hora numa passadeira possa satisfazer as necessidades de uma criança. Muitas vezes não satisfaz nem as necessidades do adulto.

As crianças gostam de brincadeiras e jogos, e esses artifícios podem ser uma excelente estratégia para estimular uma criança obesa a fazer atividade física, superando o prazer de assistir a um programa na televisão.

            Com o passar do tempo será possível mudar o comportamento diário da criança, ou seja, ao longo do tempo a criança poderá não se sentir tão seduzida pela televisão e pelos jogos eletrónicos e assim preferir saltar à corda ou caminhar pelo parque do seu bairro.

No momento em que a criança passa a ver a atividade física como algo que proporciona grande encanto e alegria, ela inibe o sentimento de castigo e obrigação que poderia sentir. O grande benefício disso é que, não só a criança troca hábitos sedentários por hábitos ativos, mas também aumenta significativamente a possibilidade desta postura saudável se manter ao longo da sua vida.

 

Fonte: http://exerciciofazbem.blogspot.com/2007/11/actividade-fsica-ldica-e-obesidade.html

Os 10 beneficios da caminhada

1. Mais amigos - A caminhada é um excelente exercício para manter as pessoas saudáveis e integradas na sociedade. Ajuda as pessoas a terem mais amigos!!! A caminhada é também um excelente exercício para atingir um bom nível de condição física. Durante a caminhada os riscos de lesões são mínimos quando comparados com outras atividades físicas pelo que pode ser praticada por qualquer pessoa.

 

2. Ajuda no controlo dos níveis de colesterol - A caminhada é uma atividade física que ajuda a emagrecer, melhora os níveis de funcionamento do sistema cardiovascular e fortalece os membros inferiores, além de reduzir as taxas do "mau" colesterol (LDL) e aumenta as taxas do "bom" colesterol (HDL).

 

3. Auxilia no controlo da diabetes - A caminhada é a atividade física mais indicada para o diabético, que deve praticá-la 3 a 4 veze por semana por, pelo menos, 30 minutos. O principal cuidado dever ser colocado na escolha do calçado, que deve ser confortável, e no percurso a realizar (deve ser plano e bem ventilado). A prática de atividade física faz reduzir os níveis de glicose, melhorando os níveis de insulina, o que se traduz numa redução da necessidade de recurso a medicamentos para equilibrar os níveis de glicémia.

 

4. É amiga do coração - Como é uma actividade aeróbia (há um equilibrio entra as necessidades musculares de oxigénio e o oxigénio que aí chega), provoca a oxigenação do cérebro e, se realizada de uma forma rotineira, é capaz de libertar endorfinas (hormonas que tranquilizam e provocam uma sensação de bem-estar.

A lista de doenças que a caminhada ajuda a prevenir é imensa: acidente vascular cerebral (AVC), depressão, ansiedade, osteoporose, artrose, obesidade, diabetes mellitus e obstipação, entre muitas outras.

 

5- Auxilia na prevenção da osteoporose - As actividades físicas que exigem o suporte de cargas (mesmo que seja o próprio peso) tais como a caminhada, exercícios aeróbicos, tenis e jogging são essenciais para o paciente com osteoporose.

 

6. Ossos mais fortes - Assim como os músculos, os ossos tornam-se mais fortes com a prática regular de atividades físicas. Os melhores exercícios para os ossos são os que implicam o suporte de carga, forçam a pessoa a trabalhar contra a força de gravidade. Entre esses exercícios podemos encontrar a caminhada, corrida, subir degraus, fortalecimento muscular e dança.

 

7. Mais vitalidade - A caminhada, desde que bem orientada, traz ao praticante um conjunto alargado de benefícios como:

- Melhor estabilidade articular;

- Aumento da massa óssea;

- Diminuição da frequência cardíaca em repouso;

- Diminuição da tensão arterial;

- Controle da obesidade;

- Diminuição do risco de varizes;

- Diminuição do risco de derrame cerebral (trombose);

- Aumento da flexibilidade;

- Aumento da resistência aeróbia e anaeróbia;

 

8. Aumenta a eficiência do sistema imunitário - A capacidade do indívidulo resistir às agressões provocadas pelo meio ambiente em que vive (poluição, vírus, etc.)

 

9. Diminui o stresse e combate a depressão - A caminhada ajuda na prevenção e no tratamento dos disturbio psicológicos. Caminhar por 30 minutos, 3 vezes por semana pode ser tão eficiente no tratamento da depressão quanto o uso de medicamentos.

 

10. Caminhar emagrece! - O excesso de peso pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares uma vez que aumenta a probabilidade da pessoa desenvolver hipertensão (tensão arterial elevada), níveis elevados de "mau" colesterol e diabetes. A caminhada pode ajudar - e muito - a alcançar o peso ideal.

 

Fonte: http://www.ortopediaesaude.org.br

Um projecto

Grupo de Educação Física

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